Passamos a vida virando páginas sem sempre perceber a beleza desse movimento. Entre aquilo que deixamos para trás e o que ainda está por ser inventado, existe um espaço frágil onde se misturam gratidão, nostalgia e esperança.
Acredito que existe, em cada fim, uma doce nostalgia. A dos instantes que nos moldaram, dos rostos amados, dos sonhos que mudaram de forma. Uma tristeza leve, quase bela, porque testemunha que vivemos de coração aberto.
E em cada começo habita esse arrepio singular: o do desconhecido. Uma promessa silenciosa de que algo maravilhoso talvez nos espere na curva de um dia comum.
A vida nos ensina, então, que nada é imutável. Somos feitos de partidas e renascimentos, de estações que chegam ao fim e de outras que anunciam a sua chegada. E, quando aceitamos essa impermanência, descobrimos que cada adeus prepara um encontro, que cada noite já traz em si a promessa da aurora.
Assim, aprendo a amar os fins tanto quanto os começos, pois uns me lembram quem fui, e os outros me convidam a tornar-me aquilo que ainda não conheço em mim.
✨Entre os Adeuses e as Auroras✨
Passamos a vida virando páginas sem sempre perceber a beleza desse movimento. Entre aquilo que deixamos para trás e o que ainda está por ser inventado, existe um espaço frágil onde se misturam gratidão, nostalgia e esperança.